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Radicais livres, estresse oxidativo e antioxidantes

maio 19, 2014   //   by Dra. Letícia   //   Estética, Nutrição Funcional  //  No Comments

Como uma fonte importante de informação para muitas pessoas, a internet eventualmente promove a difusão de dados incorretos ou confusos – e isso acontece repetidas vezes quando o texto trata de radicais livres, estresse oxidativo e antioxidantes.

Os radicais livres, por definição, são moléculas ou átomos cuja órbita externa não se encontra pareada (são elétrons desemparelhados) e, por isto, estão altamente reativos. Em sua maioria, são moléculas de oxigênio que possuem um elétron não emparelhado na órbita externa; sendo assim, durante o processo de utilização de oxigênio para gerar energia em nosso corpo, criam-se os radicais livres.

Cerca de 95% do oxigênio que entra em nosso organismo através da respiração formará energia e o restante formará radicais livres: dentro desta proporção, o nosso organismo consegue neutralizá-los – mas se por algum motivo aumentar a quantidade destes radicais, serão desencadeadas alterações no equilíbrio das células e assim se manisfestarão as doenças. A este fenômeno chamamos estresse oxidativo e ele ocorre quando nossas defesas não são completamente eficientes no combate aos radicais livres (o nosso corpo possui seu próprio sistema de defesa antioxidante: as substâncias antioxidantes retardam ou inibem de forma significativa a oxidação dos tecidos).

O oxigênio não é o único a formar radicais livres, mas é sem dúvida um dos mais importantes e mais bem estudados. Entre outros agentes causadores de estresse oxidativo pode-se citar (dentre outros) luz solar, poluição ambiental, radiação, álcool, cigarro, estresse, pesticidas e agrotóxicos.

As doenças mais comuns na presença de radicais livres são as degenerativas crônicas, que perfazem cerca de 90% das que nos acometem. A região de nosso corpo que receber a maior quantidade de agressão por parte destes radicais será a primeira a se desgastar e desenvolver doença: podem ser os olhos, os vasos sanguíneos, o cérebro, o coração, as articulações… Qualquer local é passível de sofrer dano.

antioxidantes

Para diminuir o efeito devastador do estresse oxidativo causado pelos radicais livres, nosso organismo possui um complexo sistema antioxidante. Este sistema é muito eficaz, desde que os níveis de agressão sejam limitados: qualquer aumento na produção dos radicais levará o sistema de defesa à exaustão e precisaremos de ajuda externa. Esta ajuda virá na forma de uma nutrição rica em vitaminas e  sais minerais, e também, se necessário, através da suplementação destes mesmos agentes antioxidantes.

É muito importante lembrar: o equilíbrio é a chave quando tratamos de estresse oxidativo.

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